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João Santana detona José Eduardo Cardozo

João Santana detona José Eduardo Cardozo

Por PapoTV

Citado na delação premiada de Mônica Moura, o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo negou que tenha antecipado informações sobre a Operação Acarajé, em fevereiro de 2016, quando ela e o marqueteiro João Santana foram presos. Em entrevista ao programa Timeline Gaúcha, Cardozo afirmou que “há muitas contradições e inverdades” nas colaborações do casal de publicitários ao Ministério Público Federal (MPF).

O delator João Santana, ao ouvir a entrevista de Cardozo, se sentiu na obrigação de emitir uma nota para rebater os comentários do ex-ministro da justiça de Dilma.

Em um trecho da nota, Feira diz o seguinte:

“Só menti sobre a presidente Dilma – e isso já faz algum tempo – para defendê-la. Jamais para acusá-la.”

Veja a nota na íntegra:

A grotesca e absurda entrevista do advogado José Eduardo Cardozo ao Globo faz-mc romper o compromisso – que tinha comigo mesmo – de somente tratar dos termos das colaborações, minha e de Mônica, no âmbito da Justiça.

Desta forma, digo de forma sucinta ( e reservo detalhes para momentos apropriados)

1. Não há nenhuma contradição naquilo que Mônica e eu afirmamos sobre as informações recebidas, em fevereiro de 2016, a respeito de nossa prisão iminente. Quando disse que soube da prisão pelas câmeras de segurança de minha casa acessadas por computador desde a República Dominicana referia-me ao óbvio : foi naquele momento, na manhã do dia 22 de fevereiro, que eu vi, de fato e realmente, a prisão concretizada.

2. Antes, sabíamos, por informações da presidente Dilma, que a prisão seria iminente. Seu último informe veio no sábado, em e-mail redigido com metáforas, cuja cópia está anexada aos termos da nossa colaboração.

3. Apenas para ficar em dois indícios não devidamente noticiados : se não estivéssemos sendo informados da iminência da prisão, porque chamaríamos, na sexta, 19 de fevereiro, o nosso então advogado, Fabio Tofic, para que viesse às pressas a S. Domingos?

4. Por que cancelaríamos nosso retomo ao Brasil, dias antes, com passagem comprada e com reserva já confirmada ? ( A Polícia Federal chegou a esse detalhe através de investigação feita na época).

5. Com relação ao Caixa-2, o advogado Cardoso insiste também na versão surrada expressa a mim, desde 2015, pela presidente Dilma, de que o “altíssimo custo” oficial da campanha seria uma prova vigorosa de que não houvera “pagamentos não contabilizados”. Este argumento não se sustenta para qualquer pessoa que conheça os altos custos e a realidade interna das campanhas.

6. Diz, também, de forma enviesada que haveria um espécie de acordo tácito entre eu e Marcelo Odebrecht para misturar caixa dois das campanhas do exterior com a campanha de Dilma. É uma mentira deslavada : nos nossos depoimentos está bem discriminado o que são campanhas do exterior e campanhas do Brasil.

7. De forma cínica diz que não houve caixa dois nas campanhas de 2010 e 2014. Pra cima de mim, José Eduardo?

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