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França pós-eleição tem sistema político revirado por Macro

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Pela primeira vez na história moderna francesa, por exemplo, os partidos tradicionais não chegaram ao segundo turno, em 7 de maio.

Um dos sintomas mais imediatos de seu impacto é a crise do Partido Socialista, representado pelo presidente François Hollande. Seu candidato, Benoît Hamon, recebeu apenas 6% dos votos.

A sigla de esquerda foi prejudicada por uma campanha ruim, ofuscada pela de Macron, mas também pela impopularidade recorde de Hollande -motivada, em parte, pela persistência de um desemprego em 10%.

A derrota de Hamon fez com que diversas figuras de peso dentro do partido fossem a público decretar seu provável fim. “Esse Partido Socialista está morto”, disse o ex-premiê Manuel Valls em entrevista nesta semana.

Farejando o naufrágio, Valls pediu para representar o República Em Frente! nas legislativas de 11 e 18 de junho. O movimento rejeitou a candidatura, pois ele já cumpriu três mandatos e, portanto, não se encaixa na proposta de renovação política.

Hamon, o candidato derrotado, também deve mudar de rumo. Descontente com a direção da sigla, que teria abandonado suas propostas, ele planeja lançar o seu próprio movimento político após estas eleições legislativas.

ERA MACRON

À direita, o partido conservador Republicanos enfrenta as suas próprias crises neste início de era Macron.

A legenda tenta se afastar da imagem de François Fillon, derrotado após um semanário satírico publicar uma denúncia contra ele. Ele teria remunerado sua mulher de maneira ilegal, o que nega.

Os Republicanos querem recuperar o terreno perdido, elegendo parlamentares o suficiente para poder influenciar o governo Macron.

Na França, se o presidente não tem a maioria na Assembleia Nacional, ele é obrigado a aceitar um primeiro-ministro de outra força política —um cenário chamado de “coabitação”, visto pela última vez em 2002, no qual os poderes do presidente ficam reduzidos.

A tarefa de eleger parlamentares é especialmente difícil ao movimento República Em Frente! porque foi fundado há apenas um ano, com militantes sem experiência, e vai concorrer na eleição contra as siglas tradicionais.

A eleição de Macron também causou fissuras nos extremos. Marion Maréchal-Le Pen, da Frente Nacional, deve deixar a política aos 27 anos. O partido de sua tia, Marine Le Pen, anunciou que vai se reestruturar após receber 34% dos votos. É o recorde da direita ultranacionalista, mas ainda distante da Presidência.

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Fonte: Folha de S. Paulo

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