Deixe um comentário

Ana de Hollanda: LÊ SERGIO BUARQUE DE HOLLANDA

No SESC Campo Limpo – R. Nossa Sra. do Bom Conselho, 120 – nesta quinta, dia 27 de abril, às 20hs. Ana de Hollanda vai ler algumas passagens de Raízes do Brasil, obra de seu pai, que incrivelmente, ainda se mantém atual, oitenta anos depois de seu lançamento.

Ana-de-Holanda

Convite para noites de leitura de obras selecionadas, de clássicos internacionais a contemporâneos brasileiros, na interpretação de personalidades literárias e artísticas. A partir de textos selecionados pelos leitores convidados, dentre os autores e obras de sua preferência, às vezes de escritos de sua própria autoria. Um livro. Um leitor. Uma relação milenar de interdependência em que um não existe sem o outro. Uma soma em que os resultados são infinitos, e sempre maiores que 2.

Ana de Hollanda lê Sérgio Buarque de Hollanda

Quando se comemora oitenta anos da publicação de Raízes do Brasil que, ao analisar a formação do nosso povo, apresentou a visão do até hoje incompreendido Homem Cordial, constato o quanto ele continua atual.
Esse homem primitivo da família patriarcal age movido pela emoção – cor, cordis –  sentimentos nem sempre generosos quando não se trata dos seus próximos.
Em tempos de uso de verba publica, de máquina pública e do poder de influência para beneficiar os seus, mais do que nunca é a hora de voltarmos a refletir sobre esse brasileiro que continua resistindo o distinguir o público do privado.


Ana de Hollanda
cresceu em um fértil ambiente artístico e intelectual da segunda metade do século XX. Filha do historiador Sérgio Buarque de Hollanda, conviveu com a nata cultural daquele período na casa dos pais, como também através dos contatos que foi adquirindo por conta própria, pela vida afora. Cantora e compositora com quatro discos autorais, além de participações em obras de outros artistas, Ana lidou também com outras atividades como atriz, dramaturga, produtora, e desenvolveu diversos trabalhos nas áreas cinematográfica, editorial e de artes visuais. Foi diretora do setor de música do Centro Cultural São Paulo, Secretária de Cultura do Município de Osasco, Diretora do Centro de Música da Funarte, onde respondia pela política para a música no MinC, Vice-presidente do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, até ser convidada por Dilma Rousseff para assumir o próprio Ministério da Cultura do Brasil, nos anos de 2011 e 2012.

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: