Questão mal resolvida

De Marisa Gibson, hoje na sua coluna DIARIO POLÍTICO

O reinício das atividades legislativas, na próxima semana, vai reacender uma disputa mal resolvida para a bancada estadual do PSB: a presidência da Assembleia Legislativa. Neste ano, o deputado Guilherme Uchoa (PDT) conclui o quinto mandato consecutivo no comando da Casa, mas se for respeitado o princípio da proporcionalidade, para o biênio 2017/1018, o cargo deve ficar com o PSB, como era o esperado em 2014, quando o Palácio das Princesas optou pela recondução de Uchoa.

A eleição só acontecerá no início de 2017, mas desde o ano passado, Uchoa vem manifestando a vontade de disputar o sexto mandato, o que teria motivado o deputado Romário Dias (PTB) a também concorrer ao cargo. Bem, antes do recesso, no final deste ano, os nomes que irão disputar o cargo estarão acertados. E, desde já, deputados socialistas avisam:

“Tem gente além de Guilherme Uchoa”.

Isso não é uma declaração de guerra, mas revela o travo que essa questão representa para a bancada do PSB. No início do governo Paulo Câmara, houve uma divisão no comando do PSB que terminou favorecendo a recondução de Uchoa para o quinto mandato, em detrimento dos socialistas que têm a maior bancada.

Para alguns deputados, existe a possibilidade de uma renovação na presidência da Assembleia, até porque o governador Paulo Câmara estará concluindo o segundo ano de seu mandato, devendo haver portanto um maior controle da sua base aliada na Assembleia, o que não acontecia quando ele assumiu o governo e não tinha experiência política.

Por enquanto, o Palácio não fez qualquer sinalização sobre a questão, o que pode significar uma tendência à recondução de Uchoa, o que é ruim. A permanência no poder, durante muito tempo, gera vícios.

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