A Arena e a Terra do Nunca

RIBEIROLÂNDIA – Ouvindo os passarinhos em sua choupana na Ribeirolândia, o bicho grilo jornalista José Adalberto Ribeiro contou a lenda da Cidade da Copa em São Lourenço da Mata. “A Cidade da Copa hoje é “Neverland”, a terra do nunca, onde habitava o genial Michael Jackson, aquele negrinho abençoado por Zeus e bonito por natureza.

“Eu sou estrábico, zarolho. Dizei-me, Dr. Alvacir Fox, o estrabismo ideológico impede a visão do legado da Copa, o Lego, além da goleada de 7 a 1? O elefante azul e branco virou um estorvo para Pernambuco, digo eu.

O monstrengo custou quase 600 milhões de denários e todo mês sangra de 80 a 90 milhões para manutenção. Os gramados são tratados a pão de ló, com shampoo, desodorante, óleo de peroba. Faz parte do padrão Fifa-PE, pra cavalo nenhum botar defeito. O tema é atualíssimo, tá na mesa do gov Paulo Câmara e do vice Raul Henry.

“As prefeituras não têm dinheiro para implantar aterros sanitários, mas haverá sempre muita grana para iluminar as farras milionárias dos réveillons e os shows da gandaia. Mudando de assunto, o que dizer do Petrolão? Este é um caso de descolamento da retina moral, não dê colírio que dê jeito, segundo o Dr. Alvacir Fox.

“A fonte secou. Se os secretários ou prefeitos querem fazer média com eleitores, passear de avião e degustar periguetes nas noites brasilienses, não venham tirar onda de liberar recursos. Isto são fantasias, só existem na linha do horizonte. O papaizinho aqui nem de Arena eu gosto, sempre votei no MDB.”

E a secretaria da Copa e seus gestores o que tem a dizer com essa overdose de ilusão jogada na balada do descaso e na geografia desenhada na paisagem do “seu” nunca? Nessa grama se derrama algo danoso lânguido e leitoso.

 

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