Mundo ainda não despertou para crise da água causada por mudança climática, diz IPCC

Chefe do IPCC, Rajendra Pachauri, durante evento em Berlim. 13/4/2014 REUTERS/Steffi Loos      Por Nita Bhalla

NOVA DÉLHI (Thomson Reuters Foundation) – A escassez de água pode levar a conflitos entre comunidades e nações, já que o mundo ainda não está plenamente consciente da crise hídrica que muitos países enfrentam como resultado da mudança climática, alertou o chefe do conselho climático da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira.

O relatório mais recente do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) prevê um aumento de 0,3 a 4,6 graus Celsius na temperatura global até o final do século 21.

Países como a Índia devem ser fortemente atingidos pelo aquecimento global, que trará mais anomalias climáticas, como secas, que levarão a uma carência séria de água e afetarão a produção agrícola e a segurança alimentar.

“Infelizmente, o mundo não acordou de fato para a realidade do que iremos enfrentar em termos de crises no que diz respeito à água”, declarou o chefe do IPCC, Rajendra Pachauri, aos participantes de uma conferência sobre segurança da água.

“Se você olhar os produtos agrícolas, as proteínas animais – cuja demanda está aumentando –, são muito dependentes de água. Ao mesmo tempo, do lado do abastecimento, haverá várias limitações. Primeiro porque haverá profundas mudanças no ciclo da água devido à mudança climática.”

Especialistas em desenvolvimento de todo o mundo vêm demonstrando uma preocupação cada vez maior com a segurança da água nos últimos anos.

Inundações e secas mais frequentes causadas pela mudança climática, a poluição dos rios e lagos, a urbanização, o abuso na extração de água subterrânea e o aumento das populações fazem com que muitas nações como a Índia enfrentem graves carências de água.

Além disso, a demanda de mais energia em países como a Índia para sustentar seu crescimento econômico resultou na necessidade de direcionar mais água para hidrelétricas e usinas nucleares.

 

reuters

 

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