CHACRINHA – O MUSICAL


    Por  ANA DE HOLANDA

Assisti, neste último fim de semana, CHACRINHA – O MUSICAL, em cartaz no Rio de Janeiro. E já aviso aos chorões que, a partir de abril, o espetáculo vai circular por outras capitais brasileiras. Ultimamente temos visto uma tal invasão de peças musicais de gosto duvidoso, muitas das quais, cópias mal feitas de sucessos da Broadway, que agora me sinto obrigada a chamar atenção para o diferencial desse espetáculo. É também uma super produção, com muita música, dança, belos cenários, figurinos, dezenas de bons atores, só que o tema desta foge totalmente dos padrões. Chacrinha foi um fenômeno único que refletiu, na televisão, o humor, a alegria colorida e musical, o gosto popular, a irreverência, longe do apelo sensacionalista melodramático. Os roteiristas Pedro Bial e Rodrigo Nogueira costuraram perfeitamente o enredo, entremeando a história do personagem Abelardo Barbosa/Chacrinha com o clima inusitado do show televisivo carregado de atrações. E, em se tratando de espetáculo audiovisual, muito apropriadamente, chamaram para a direção teatral o cineasta Andrucha Waddington, além do cenário de Gringo Cardia e figurino de Claudia Kopke. Do elenco, faço todos os elogios não só pela atuação teatral, como pela afinação musical e agilidade na intrincada coreografia de Alonso Barros.
Mas isso tudo não justificaria o sucesso e, particularmente, meu entusiasmo, não fosse a atuação de Stepan Nercessian e o jovem Leo Bahia. Digo mais, só pelo Stepan incorporando Chacrinha, eu assistiria tudo outra vez.

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